Passaredo anuncia aquisição da MAP

Apsis em Notícias Atualizado em 08.11.2019

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 16h24, para corrigir a informção sobre o número de passageiros transportados pela Passaredo e pela MAP no primeiro semestre, que foi de 153,5 mil pessoas e não 153,5 milhões) A Passaredo, empresa aérea regional que assumiu, em junho, a quarta posição no mercado aéreo brasileiro, após o fim da operação da Avianca Brasil, anunciou nesta quarta-feira (21) a aquisição de 100% do capital da MAP Linhas Aéreas, quinta maior empresa do setor. O valor da transação é mantido em sigilo pelas companhias.

Com a transação, a Passaredo passa a atender mercados na região Norte do país, hoje atendidos pela MAP, e amplia o número de horários diários de pousos e decolagens (“slots”) no aeroporto de Congonhas de 14 para 26. Na distribuição de slots concluída pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na semana passada, a Passaredo ficou com 14 slots e a MAP, com 12.

“Desde que começamos a participar da concorrência em Congonhas, vimos que o custo de cada uma para operar seria pesado. Começamos a conversar para ver o que poderia ser feito e surgiu a possibilidade de fazer a aquisição”, afirmou José Luiz Felício Filho, presidente da Passaredo.

O executivo disse que a negociação entre as companhias foi feita em cerca de dez dias. Os detalhes financeiros do acordo, no entanto, não são revelados. Segundo Felício, com a aquisição, a empresa terá ganhos de sinergia, porque as duas empresas operam o mesmo tipo de frota e poderão otimizar as atividades e a estrutura no aeroporto de Congonhas.

A Passaredo opera com cinco aeronaves ATR 72-500, com capacidade para 68 passageiros. A MAP também possui cinco aviões ATR, sendo três ATR-42, com capacidade para 46 passageiros, e dois ATR-72. Felício disse que a empresa vai receber, até o fim do ano, mais quatro aviões ATR, três já encomendados pela Passaredo e um pela MAP. Com isso, a frota vai receber, até o fim do ano, mais quatro aviões ATR, três já encomendados pela Passaredo e um pela MAP. Com isso, a frota vai chegar a 14 aviões até o fim do ano.

Participação de mercado 

De acordo com dados da Anac, no primeiro semestre, as duas empresas juntas transportaram 153,5 mil passageiros, o que representou uma queda de 10,2% em relação ao mesmo intervalo de 2018. A participação de mercado dessas empresas juntas é de 0,4% em voos domésticos.

A MAP atende 14 municípios dos Estados do Amazonas (Manaus, Parintins, Lábrea, Carauari, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Tefé, Eirunepé e Coari) e do Pará (Belém, Porto Trombetas, Santarém, Itaituba e Altamira).

A Passaredo, por sua vez, atende 28 destinos no Brasil. Felício disse que pretende usar todos os slots obtidos pelas duas empresas para oferecer voos partindo de Congonhas para o interior de São Paulo e para cidades em Estados próximos, como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, que não são atendidos com voos diretos pelas grandes aéreas.

Os novos destinos incluem cidades como Araçatuba (SP), Bauru (SP), Marília (SP), Uberaba (MG), Dourados (MS), Ipatinga (MG) e Ponta Grossa (PR). A empresa começa a operar em Congonhas em 27 de outubro. Com a ampliação, a Passaredo estima atender 37 localidades no país até o fim do ano.

Os novos destinos incluem cidades como Araçatuba (SP), Bauru (SP), Marília (SP), Uberaba (MG), Dourados (MS), Ipatinga (MG) e Ponta Grossa (PR). A empresa começa a operar em Congonhas em 27 de outubro. Com a ampliação, a Passaredo estima atender 37 localidades no país até o fim do ano.

“Nossa malha será muito focada no atendimento ao interior de São Paulo e cidades que fazem limite com o Estado. Não vou competir na ponte aérea. Existem muito mais passageiros desassistidos nas cidades que escolhemos do que na ponte aérea”, afirmou Felício.

O executivo disse não ver risco de a Anac fazer uma redistribuição dos slots após a aquisição. “Como estamos adquirindo a companhia inteira, não há motivo para redistribuir os slots”, afirmou Felício.

Azul

Questionado sobre a hipótese levantada por analistas de mercado de que a Passaredo poderia ser comprada pela Azul, Felício disse que não está nos planos da companhia ser adquirida.

“Nossa intenção é projetar a Passaredo como a quarta maior companhia aérea brasileira, servindo localidades carentes de serviços aéreos e com total autonomia”, afirmou o executivo.

Felício disse ainda que, em 25 anos de história, a Passaredo já enfrentou muitos problemas, mas agora está pronta para crescer. “Ir para Congonhas é um catalisador para o nosso crescimento. Posso vislumbrar um cenário de retomada de crescimento da companhia”, afirmou o executivo.

A Passaredo passou por uma grande reestruturação, após ficar em recuperação judicial entre 2012 e 2017. Nos últimos três anos, a empresa reduziu sua frota de 14 para cinco aeronaves. Neste ano, a empresa chegou a atrasar o pagamento das taxas de embarque de seus voos no aeroporto de Vitória da Conquista (BA), administrada pela Socicam Aeroportos. O executivo disse ter fôlego financeiro para levar adiante a aquisição.

A Passaredo informou ainda que, com a compra, o número de funcionários vai passar de 550 para 576, com a incorporação de toda a equipe da MAP. “Esse número vai ficar ainda maior com a ampliação da oferta de voos”, disse Felício.

Fonte: Valor Econômico

 



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