Governança corporativa: conheça três dicas práticas para uma ótima gestão

Apsis em Geral Atualizado em 28.11.2019

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Há muito tempo, as empresas tentam identificar maneiras de se destacar e conquistar vantagem competitiva e essa busca não para. Em um contexto marcado por inovação e disrupção, é preciso ser criativo e focar no desenvolvimento de novas estratégias, sem se esquecer da gestão de pessoas.

Com uma atuação inteligente e com investimentos em ferramentas chave (como o compliance e a governança corporativa), é possível fazer muito mais. O objetivo é obter melhorias na gestão organizacional e, além disso, trazer valor para a empresa e impactar diretamente em seu dia a dia. 

Quer entender como você, Chief Executive Officer, pode contribuir para fortalecer a organização com as melhores práticas de governança corporativa? Então, continue lendo este artigo.

#1 Os pilares e os princípios da governança corporativa 

Antes de apresentar as estratégias mais eficientes, vale lembrar que a governança corporativa é alicerçada em seis pilares. São os agentes e procedimentos que fornecem sustentação para a política da empresa:

  1. Propriedade (representada pelos sócios);
  2. Conselho de administração;
  3. Gestão; 
  4. Auditoria independente; 
  5. Conselho fiscal; e
  6. Conduta e conflito de interesses.

Por sua vez, os princípios norteiam a atuação dos pilares, indicando o modo mais correto de fazer uma gestão de sucesso. São eles: 

  1. Transparência: para zelar pela reputação e identidade, é fundamental que a empresa mantenha todos os stakeholders (incluindo o governo, os fornecedores, a comunidade, os clientes e os acionistas) sempre cientes sobre os processos, assim como sobre as tomadas de decisões e os resultados da organização.

  2. Equidade: independente de qualquer condição – nível hierárquico, grau de relação e influência sobre a empresa ou o nível de participação no capital – todos os agentes da organização devem ser tratados de forma igualitária, sem qualquer tipo de distinção. 
  3. Prestação de contas (accountability): todos os profissionais precisam ter consciência das responsabilidades que têm na empresa. Por isso, também devem prestar contas de seus atos e suas decisões no que concerne ao desempenho e ao uso de recursos perante o financeiro. 
  4. Responsabilidade corporativa: muito além do lucro, que garante a sustentabilidade financeira do negócio, uma empresa gera impactos sociais e ambientais. Por isso a importância de ter projetos que visem incluir e valorizar a comunidade local, bem como preservar os recursos do planeta.

#2 Melhores práticas de governança corporativa

Afinal, como estabelecer processos e abordagens que, além de profissionalizar a gestão, asseguram autonomia aos colaboradores e levam a resultados mais positivos? 

Ao CEO, cabe o desafio de definir um conjunto de regras claras que sejam capazes de orientar toda a companhia e de gerenciar os processos da forma mais correta possível. Isso é governança corporativa! A seguir, conheça algumas boas práticas que podem ser ótimas referências para você.

É essencial que os profissionais da empresa saibam quem está a par de todas as atividades. Tudo fica muito mais fácil quando o colaborador sabe exatamente quem é o líder geral e quais são suas atribuições e responsabilidades. 

Também é importante lembrar que o CEO é responsável por toda a motivação e pacificação entre os colaboradores da empresa, ou seja, o CEO é o maior direcionamento no que diz respeito às pessoas. Afinal, todo bom líder deve reconhecer a importância das pessoas para o sucesso do seu negócio.

Uma equipe bem capacitada e um bom gestor de recursos humanos são essenciais para que todos os objetivos da empresa sejam cumpridos fielmente. 

2. Reuniões periódicas para o monitoramento de entregas e projetos

A execução da estratégia da empresa corre sérios riscos de fracassar se o alinhamento entre profissionais e setores não for feito. Por isso, é essencial conectar as pessoas e se manter próximo, oferecendo todo suporte necessário.

Para estimular e garantir a governança corporativa, busque também realizar reuniões periódicas, visando o acompanhamento de projetos e a definição de novas diretrizes e de planos de ação, bem como o compartilhamento de metas e indicadores. 

Além disso, priorize o registro formal de reuniões em atas. Esse processo é o que vai garantir o histórico da empresa, facilitando também a prestação de contas e embasando decisões.

3. Formação e atuação do conselho de administração

Como reúne profissionais com diferentes perfis e experiências, o conselho de administração garante que a empresa terá boa assessoria em todos os campos de gestão tais como contabilidade, finanças, direito e marketing.

Aos membros do conselho, cabe a responsabilidade de emitir pareceres e recomendações, auxiliando o gestor no processo de tomada de decisão em relação a vários temas, como o aumento de eficiência, inovação e relevância no mercado. 

O ideal é que o número de membros seja ímpar. Dessa forma, em caso de disputa ou divergência, a escolha poderá ser definida por votação. 

Além da governança corporativa, a empresa também deve manter um programa de compliance. Somente com ferramentas de gestão como essas é possível estabelecer um fluxo correto, com processos coerentes, garantindo mais transparência à gestão e conquistando vantagem competitiva. Quer saber qual o conceito de compliance e como ele pode ajudar na prática?

No blog post O que é compliance? Conheça o conceito!, você descobre o essencial sobre o tema. Leia o artigo na íntegra! 



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