Fique por dentro das principais notícias de economia

Apsis em Artigos, Geral Atualizado em 20.12.2018

No campo econômico internacional, as perspectivas são bem otimistas em função das notícias divulgadas sobre a reunião do G20. Entre outras coisas, o evento trouxe a novidade da trégua de 90 dias na batalha comercial entre os EUA e a China.

Por um outro lado, o Brasil, que é grande exportador de soja e que vai bater recorde de produção este ano, tem motivos para se preocupar. Apesar da perspectiva de safra com volumes inéditos, haverá concorrência mais acirrada com os Estados Unidos em função da trégua com a China. O país está em plena colheita da safra enquanto a soja brasileira está apenas germinando. Essa situação vai reduzir o volume das nossas exportações.


Já no campo financeiro, o mercado americano está mais pessimista em função da observação de que está ocorrendo uma inversão nas curvas de juros dos T-Bonds, os títulos do tesouro americano, com os prazos mais curtos ultrapassando as rentabilidades dos prazos mais longos. Essa situação, ao longo da história americana, tem se apresentado como uma sinalização efetiva de que há uma forte possibilidade de recessão econômica. Com uma grande reversão das expectativas, o mercado acionário americano vem sofrendo uma depreciação considerável, contagiando, também, as bolsas europeias.

Na Bovespa, a bolsa brasileira, a luta é se descolar dos outros mercados para sustentar uma alta ultrapassando os 90 mil pontos. O índice teve uma valorização de 2,44% em novembro, no terceiro mês de patamar positivo. Isso com a façanha de uma sequência de renovações de máximas históricas, chegando ao topo de 90.245,54 no último dia do mês. Das 66 ações que compõem o índice, 44 terminaram em alta, sendo seis delas com mais de 15% de ganhos, enquanto quatro papéis tiveram baixa de mais de 8%.

O dólar segue com uma perspectiva de moderada a forte depreciação frente ao real. Deve fechar o ano valendo entre R$ 3,70 a R$ 3,75, já que não existem fundamentos expressivos para que permaneça acima deste patamar. O fato de o país se encontrar em uma situação privilegiada em relação às suas contas externas, déficit em transações correntes e consistentes reservas cambiais ajuda o real.

O mercado entende, porém, que houve recentemente uma ação tardia, por parte da autoridade monetária, que demorou muito para agir e proporcionar uma liquidez no mercado de câmbio à vista. Como exemplo, citamos a forte pressão sobre a formação de preço ocorrida no final de novembro, que fez o dólar ter uma valorização de 2,5% frente ao real apenas nesse dia.



Compartilhe