Você sabe o que é compliance? Conheça o conceito!

Apsis em Artigos, Glossário Atualizado em 11.06.2019

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Além de atuar em um mercado altamente competitivo, muitas empresas precisam lidar com legislações e exigências bastante específicas, que sofrem alterações constantes. As fiscalizações e auditorias, realizadas com frequência, também desafiam os gestores. Daí a importância de conhecer o conceito de compliance e aplicá-lo na organização. Somente assim é possível garantir processos bem definidos, normas e condutas adequadas e entregas em dia, evitando dores de cabeça, multas e prejuízos financeiros.

Dados de pesquisa indicam que a política e o programa de ética e compliance já vêm sendo implementados em mais de 70% das empresas entrevistadas. Isso quer dizer que muitos gestores já priorizam a questão e têm bons resultados com a ferramenta.

Você também quer entender e aplicar a estratégia ao seu negócio? Então avance na leitura deste artigo e descubra como.

#1 Compliance: definindo o conceito

O termo deriva do inglês “Comply”, que significa “agir em sintonia com as regras”. Basicamente, essa é a função do compliance. Ele fornece aos gestores e profissionais o melhor caminho para que a organização esteja sempre alinhada às normas, bem como aos controles internos e externos. Além disso, norteia a sua gestão, garantindo que a empresa atenda às políticas e diretrizes estabelecidas para o seu negócio.

Quando o CEO aposta no compliance, ele define uma rota segura para que a empresa siga em um ritmo constante de crescimento e, ao mesmo tempo, cumpra à risca todas as imposições dos órgãos de regulamentação, assim como os padrões exigidos para o seu segmento. Tal controle se aplica às esferas trabalhista, fiscal, contábil, financeira, ambiental, jurídica, previdenciária, ética, etc.

#2 Boas razões para incorporar a estratégia de compliance

Cada vez mais as empresas brasileiras vêm buscando medidas de compliance, visando tornar a gestão mais assertiva e transparente. O movimento de adesão ganhou ainda mais força após a aprovação da Lei Anticorrupção (12.846/2013).

De acordo com esse marco legal, as empresas devem ter processos de ética bem definidos e serão punidas diante de qualquer envolvimento em atos de corrupção contra a administração pública. A legislação prevê ainda a responsabilização administrativa, civil e penal de pessoas jurídicas e pessoas físicas pela prática de atos corruptivos.

Muito além de se proteger contra possíveis atos e esquemas ilícitos, as organizações podem experimentar outros benefícios ao optar por esse princípio, que ajuda a sustentar a Governança Corporativa. Veja alguns deles:

  1. Mais credibilidade para a marca: clientes, investidores e fornecedores passam a valorizar e confiar mais na sua empresa;
  2. Destaque em mercados externos: com uma gestão e medidas mais transparentes, as empresas que buscam o seu lugar ao sol tendem a ter mais sucesso;
  3. Crescimento constante: a empresa conquista aumento da eficiência operacional e da qualidade dos produtos fabricados ou serviços prestados, ou seja, tem tudo o que precisa para crescer;
  4. Governança corporativa ganha mais força: com as melhores técnicas e soluções tecnológicas é possível consolidar uma política de governança e de compliance, garantindo processos transparentes e resultados positivos. Tudo em conformidade com a lei;

Mais segurança e menos retrabalho: com medidas de compliance, o gestor pode blindar a organização contra possíveis ilicitudes ou desvios, evitando danos à imagem da empresa e prejuízos financeiros. Além disso, fazendo tudo de acordo com as diretrizes, é possível evitar erros de todos os tipos e retrabalhos. Ou seja, ganha-se produtividade.

#3 Como começar a implantar o conceito

Uma vez ciente de alguns dos benefícios de um programa de compliance, é hora de entender como construir uma estratégia completa e executá-la na organização. Veja, a seguir, o passo a passo que preparamos para orientar você.

  1. É preciso acreditar no projeto. Antes de mais nada, é preciso que a alta administração priorize e apoie a execução da estratégia. Afinal, ela requer uma mudança organizacional e cultural e os líderes são os responsáveis por empreendê-la perante o time. Todos precisam acreditar e se engajar no projeto.
  2. Mapear e avaliar os riscos: o próximo passo é fazer um risk assessment, ou seja, focar os esforços e recursos em uma análise de riscos cuidadosa. Somente assim será possível identificar e entender os desafios da sua empresa, assim como a demanda de trabalho e a energia necessárias para superá-los.
  3. Criar novas diretrizes e normas coerentes com a realidade da organização: na sequência, é preciso criar o conjunto de políticas e mecanismos de controle que irão minimizar os riscos mapeados. Para completar essa etapa com sucesso, apresentar o escopo do programa de compliance aos colaboradores é parte essencial da estratégia. Invista em comunicação e treinamento para que todos os funcionários e demais stakeholders da organização conheçam as novas políticas e façam de tudo para cumpri-las à risca.
  4. Acompanhar os processos e identificar possíveis ameaças: dadas as orientações, é hora de acompanhar o trabalho de todos e os processos controlando e monitorando os riscos identificados. Os processos de auditoria e de due diligence autônomos são ótimas ferramentas para essa finalidade. Quando a auditoria identifica problemas ou a empresa recebe denúncia, é preciso abrir um processo de investigação interna, para apurar a materialidade e a autoria das violações.

Vale lembrar que esse processo é dinâmico. Por isso, é fundamental que ele seja avaliado anualmente ou sempre que a empresa se lançar em projetos que trazem novos riscos a exemplo da abertura de uma segunda unidade ou do ingresso em novos mercados.

Além do programa de compliance, a empresa deve manter a governança corporativa fortalecida. Quer entender como os dois conceitos se relacionam na estrutura da organização? No blogpost Compliance, Governança e práticas Anticorrupção você tira as suas dúvidas sobre o tema. Leia o artigo na íntegra!



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