Teste de Recuperabilidade e o Impairment de Ativos

Apsis em Artigos Actualizado en 16.02.2018

O atual cenário econômico do nosso país gera muita instabilidade e dúvidas quanto ao futuro de nossa economia. Tal cenário acrescenta incertezas quanto à realização dos planos futuros das Companhias e, consequentemente, a necessidade de um maior foco no monitoramento da recuperabilidade dos ativos. Aos responsáveis pela governança corporativa das corporações, é imputada a árdua tarefa de fazer valer as políticas e diretrizes por eles estabelecidas. Uma das tarefas mais complexas certamente está relacionada à necessidade de elaboração do “Teste de Impairment” (ou Teste de Recuperabilidade).

Em recente ofício divulgado para diretores de relações com investidores e auditores independentes, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) orienta sobre pontos importantes a serem observados na elaboração das demonstrações contábeis para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017. Dois dos temas tratados são os testes de impairment (CPC 01) e testes de impairment de instrumentos financeiros (requeridos pelo CPC 48/IFRS 9).

O teste de impairment requerido pelo CPC 01 deve ser realizado quando uma empresa necessita aferir a possível redução no valor recuperável dos seus ativos de longa duração para ajustar seu balanço patrimonial. Se o valor recuperável do ativo for menor que o valor contábil, é preciso calcular essa diferença.

“Com a entrada em vigor do CPC 48/IFRS 9 a partir do exercício social com início em 01 de janeiro de 2018, novos requerimentos mais complexos são introduzidos para o teste de impairment de instrumentos financeiros”, explica Luiz Paulo Silveira, vice-presidente técnico da Apsis. De acordo com os novos requerimentos, abandona-se a abordagem da perda incorrida e elege-se a abordagem da perda esperada. Com o intuito de observar as melhores práticas de governança corporativa, pode ser altamente recomendável que as “companhias busquem o auxílio de um avaliador independente para a realização de tais testes”, complementa o executivo.



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