Gestão de estoque

Apsis em Artigos Atualizado em 27.01.2021

Operacionalmente, a gestão de estoque divide os ativos armazenados em duas categorias: sobressalentes e produtos. A categoria de produtos, por sua vez, se divide em insumos e matérias-primas, produtos inacabados ou em processo e produtos prontos.

Com o desenvolvimento das técnicas modernas de produção, como a just in time, e com o uso de tecnologias integradas no ambiente corporativo, a atenção dos tomadores de decisão e dos administradores se voltou para os estoques. Isso se deve ao fato de que estoque é dinheiro, e, portanto, onde há dinheiro também há oportunidades de otimização e geração de resultados. Atualmente, isso é acompanhado e evidenciado por meio dos relatórios dos sistemas de gestão integrados.

Para saber a melhor forma de gerenciar os estoques, é necessário entender o modo como são quantificados, quais são as suas particularidades e como o controle pode ser estabelecido de maneira eficiente.

Particularidades de cada categoria de ativo em estoque

Os sobressalentes têm uma função oculta de fundamental importância no processo de programação da produção: a previsibilidade da capacidade operacional. Graças à sua existência e à sua disponibilidade, as intervenções de manutenção emergenciais não programadas são realizadas rapidamente, mantendo o ritmo esperado de produção. Portanto, afirma-se que o investimento (sempre significativo) em tais itens de estoque entrega confiabilidade aos sistemas industriais de produção. Além disso, eles são quantificados pelo seu custo de aquisição, não têm seu valor depreciado em função do tempo (já que não estão em operação) e, geralmente, são definidos pela área de engenharia da empresa ou por indicação do fabricante.

Embora não sejam alvo de depreciação, é necessário considerar uma eventual obsolescência tecnológica e funcional dos equipamentos sobressalentes eletrônicos, hidráulicos e pneumáticos, pois pode haver a necessidade de baixa de item em estoque, mesmo que nunca tenha sido utilizado.

Os insumos e as matérias-primas são a garantia da viabilidade da produção e são alvo prioritário no planejamento operacional. A informação da quantidade disponível é essencial para o dia a dia de qualquer empresa.

Os sistemas integrados de produção disparam, automaticamente, os lotes econômicos de compra de acordo com os estoques de insumos e de matérias-primas, de modo que a produção puxe a cadeia de suprimentos. O objetivo desse processo é reduzir os custos de manutenção de estoques e liberar esses recursos para outras áreas.

Por fim, os insumos e as matérias-primas são quantificados pelo valor de aquisição e, normalmente, apresentam grande rotatividade de estoque, uma vez que há constante estímulo para a redução dos valores em estoque para se obter melhor resultado operacional.

Os estoques intermediários, constituídos por produtos inacabados ou em processo, tendem a ser negligenciados devido ao tempo de existência reduzido. Entretanto, em algumas indústrias, como da construção civil, são alvo de muita atenção por parte dos gestores.

Os produtos inacabados são quantificados a custo, o que exige estudo específico em relação ao material, aos serviços parcialmente utilizados e aos seus respectivos processos de produção.

Os produtos acabados formam o estoque de maior valor agregado na operação, pois são elementos que já atravessaram todas as etapas do processo produtivo e estão prontos para o faturamento, por isso carregam todo o valor agregado das fases anteriores. Ademais, esses produtos são quantificados pelos seus respectivos valores de venda.

Enfim, a guarda dos produtos acabados é o foco da segurança operacional, já que, muitas vezes, o valor de mercado e a liquidez dos produtos podem torná-los alvos em eventuais desvios.

A APSIS NA GESTÃO DOS ESTOQUES

Nossa equipe técnica está preparada para apoiar os nossos clientes em todas as fases da gestão de estoque, inclusive na prestação de serviços de forma integral, assumindo a terceirização da gestão. Temos uma equipe com experiência e vivência no planejamento e na definição das políticas de gestão de estoques, com foco nos resultados e na operação da gestão cotidiana.



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