Como montar uma boa equipe para a área de controladoria

Apsis em Artigos Atualizado em 08.11.2019

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O mercado em geral vem mudando bastante nas últimas décadas. Há cada vez mais concorrência, com a entrada de novos players, inclusive estrangeiros. O perfil do consumidor também mudou, pressionando as empresas a buscarem uma maior qualidade nos seus processos. Nesse contexto, a eficiência operacional é fator fundamental para tentar maximizar os resultados, proporcionando uma posição de liderança frente aos concorrentes.

A criação de equipes autônomas e eficientes, independente da área de atuação de atividade na empresa, também é crucial para que o empreendimento alcance sucesso. Montar uma boa equipe exige muita disciplina e empenho. Se esta equipe for de controladoria e finanças, a tarefa é ainda mais árdua. Neste artigo, vamos listar algumas dicas importantes para a formação de equipes de controladoria e finanças.

A formação de equipes

Segundo o psicólogo e professor americano Bruce Tuckman, existem cinco estágios muito bem definidos na formação de equipes:

Formação

É o momento em que as pessoas da nova equipe a ser formada estão naturalmente mais entusiasmadas e ansiosas. Nesta fase ocorre a ambientação entre os membros do time e não é aconselhável ter muitas expectativas em relação a resultados.

Há uma dose grande de incerteza sobre os propósitos do grupo, sua estrutura e liderança. Neste momento de “reconhecimento de terreno”, as pessoas vão descobrir quais comportamentos são aceitáveis e pensar no seu papel no grupo.

Turbulência

Esta fase é marcada pelo surgimentos de vários conflitos na equipe. Os membros reconhecem a existência do grupo mas estão mais resistentes aos limites da individualidade. Há um desentendimento sobre quem deverá ser o líder.

É neste momento que as pessoas medem forças, implementando um esboço de hierarquia das relações da equipe. Por conta disso, é preciso que se tome cuidado para que o ânimo do grupo não diminua demais. Quando esta fase termina, a hierarquia ensaiada já foi absorvida pelos membros do time.

Normatização

É nesta fase que o comportamento do grupo começa a dar sinais de coesão. Há uma aproximação maior entre os membros da equipe e surge um sentido de identidade. Algumas rotinas e processos iniciais são estabelecidos e começam a gerar alguns resultados.

Ao final desta etapa, a estrutura do grupo torna-se mais sólida e a equipe aprende um conjunto de expectativas que definirão o comportamento mais adequado para o time no futuro.

Desempenho

Neste estágio a equipe já está entrosada e cada membro sabe exatamente o seu papel e o que fazer. A estrutura do grupo funciona bem, após o estabelecimento da hierarquia ocorrida na etapa da turbulência, e das normas, realizada na normatização.

Nos grupos de trabalho permanentes, esta etapa pode ser considerada a última no estágio de formação – ela continuará ocorrendo de forma contínua. Já nos grupos temporários, há a etapa de interrupção.

Interrupção

É a última etapa do desenvolvimento dos grupos temporários, aquela que prepara para o seu fim. Como as atividades deverão ser concluídas e o grupo dissolvido, o desempenho das tarefas deixa de ser o foco, que passa para o encerramento dos trabalhos.

Nesta fase, é comum surgirem sentimentos conflitantes dentro da equipe: alguns membros estão mais contentes com o resultado dos trabalhos enquanto que outros ficam mais desanimados com o término do período de convivência.

Em qual momento estamos?

Agora que entendemos quais são os estágios na formação de equipes, é fundamental descobrir em qual etapa a equipe de controladoria e finanças se encontra.

Se a equipe acabou de ser formada, por exemplo, há a necessidade de que os membros recebam as diretrizes iniciais. É importante, nesta etapa, que seja feito um bom trabalho de persuasão para motivar todos os integrantes a “comprarem” o projeto.

Na fase de turbulência, é importante atuar como um mediador, dando feedbacks constantes para tranquilizar a todos – evitando que conflitos surgidos naturalmente ganhem dimensões destrutivas.

O papel do líder começa a mudar quando a equipe chega à etapa da normatização. Os procedimentos de tomada de decisão e as tarefas mudam: agora eles precisam ser mais racionais e aprovados pela maioria da equipe.

Na etapa seguinte, a do desempenho, a equipe funciona de uma maneira mais autônoma. O líder deve se afastar aos poucos, dedicando um pouco do seu tempo ao coaching de algum membro que esteja necessitando. O ideal é que o time desempenhe suas tarefas precisando muito pouco da ajuda do líder.

O estágio da dispersão acaba chegando se a equipe foi montada para um projeto específico. Nesta etapa, é importante que cada um dos integrantes receba um feedback honesto e sincero quanto ao seu desempenho. É importante, se possível, que o líder estimule e ajude os membros do time desmembrado a encontrarem novas oportunidades profissionais e outros projetos.

Conclusão

No momento de pensar na criação de um time de controladoria e finanças de alto desempenho é importante ter em mente que é muito difícil conseguir ter acesso a profissionais suficientes para preencher todas as funções e responsabilidades deste setor. Uma das principais qualidades de um grande líder é justamente saber gerenciar prioridades e recursos disponíveis da maneira mais eficiente possível.

Também é fundamental, na montagem de uma equipe de controladoria e finanças, investir em ferramentas adequadas e capacitar o time para tirar o maior proveito das mesmas: um bom ERP ou sistema contábil, uma ferramenta adequada para gestão do fluxo de caixa e uma solução de gestão orçamentária eficiente.

Por último, vale lembrar que a  criação de uma cultura organizacional com objetivos e metas ousadas e equipes de alto desempenho demanda muita energia por parte das lideranças, em todos os níveis de gestão – tanto para para sair da inércia como para a manutenção da qualidade.

 



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